segunda-feira, 4 de janeiro de 2010



de cedo ou de tarde, mas de noite é mais provável que apareça.

levo cereja e e uma peixera

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009



minha janela

Pouco antes de sua morte, dizia adorar apenas os gatos que circulavam por sua casa e pensava profundamente sobre caviar.
Mas tudo aquilo durava imensidão de horas, não adiantava.
Foi namorado gentil, marido, pai de gerações sinistras. Foi querido, na Antigüidade, da mãe de João-César e na Meia Idade foi amado da bela Olímpia brasileira. Casou no Brabante com a filha de um mercador. Tinha entrevistas lânguidas com Fredegonda, que assassinou duas gerações. Era o namorado das frescas serenatas das mulheres dos mercadores de Taubaté. Agora está lá, perdidinho no pobre buraquinho que antes era de puta rei.

janela

janela
janela dum beco sem saída

vasinhos verdes de musgo

vasinhos verdes de musgo
vazinhos duma mineira